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Mostrando postagens de Dezembro, 2013

Zizero!

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Não pretendo abrir uma ampla polêmica em torno da obra de Slavoj Žižek, o tão conhecido filósofo esloveno, que faz tanto sucesso nos corredores da esquerda nos dias de hoje. Confesso que não havia lido nenhum de seus livros até pouco tempo atrás e que apenas guardava pé atrás com o tratamento de astro pop dado a ele por tanta gente (nada estranho ao meu tradicional ceticismo de cientista).

Tudo começou, porém, quando divulguei a notícia de que o congresso da esquerda radical européia havia aprovado o Ecossocialismo como plataforma e, daí, ao comentar que isso era uma boa notícia, mas que a má notícia é que 43% do congresso havia votado contra, chamaram-me atenção para as posições de Žižek nesse terreno.



Supertufão Haiyan: dentro de cada nova tempestade violenta está o DNA da indústria de combustíveis fósseis e do capitalismo

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Este texto de minha autoria foi escrito originalmente em língua inglesa, e foi inicialmente publicado, em sua versão completa e em uma versão reduzida, em diversas páginas da internet dedicadas à luta contra a mudança climática e pelo ecossocialismo, incluindo, Campaign against Climate ChangeInternational Viewpoint, Socialist Resistance. Reproduzo-o agora em meu blog, 


No momento em que escrevia este artigo, nas Filipinas, a contagem dos mortos atingia 4000 pessoas e continuava a crescer [1], 12 dias após o Supertufão Haiyan (também chamado de "Yolanda") atingiu aquele país com o poderio de ventos sustentados de 310 km/h e rajadas que chegaram a 375 km/h. Ele foi classificado como de "Categoria 5", a classe das tempestades mais poderosas, usando a escala atualmente adotada para classificar furacões [2]. No entanto, com ventos tão fortes, se uma nova classe fosse adicionada à escala oficial, Haiyan certamente seria classificado como "Categoria 6". Ele fo…

Entrevista ao "Letra P", da Argentina

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Concedi, recentemente, entrevista ao "letra P", importante portal de notícias da Argentina, através do companheiro Bruno Bimbi, que nele publica. O original da entrevista, em espanhol, pode ser encontrado neste link. Na entrevista, abordo a gravidade da questão dos leilões do petróleo no Brasil e sua ligação com as questões ambiental e climática.
1) Você poderia explicar o que foi exatamente que o governo Dilma fez com as reservas do pré-sal?
O governo Dilma colocou a leilão a exploração do Campo de Libra, uma das maiores reservas petrolíferas do mundo, estimada em 8 a 12 bilhões de barris de petróleo. O leilão levou à conformação de um único consórcio, envolvendo, além da Petrobrás, duas estatais chinesas e duas gigantes europeias do ramo do petróleo, Shell (anglo-holandesa) e Total (francesa). Vergonhosamente arrebatado pelo preço mínimo, o direito à exploração do referido campo se dará com a Petrobrás como minoritária (40% da cota, apenas 10% acima da proporção mínima previ…